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Glicólise Anaeróbia março 5, 2010

Posted by healthmetrix in Uncategorized.
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No corpo, todos os carbohidratos são transformados no açúcar simples glicose, que tanto pode ser utilizado imediatamente nessa forma ou armazenada no fígado e nos músculos como glicogênio para uso subseqüente. À medida que aumenta a intensidade do esforço, aumenta a liberação de insulina que se liga ao seu receptor na membrana das células fazendo com que aumente a translocação do GLUT4 (glucose transporter). Através do GLUT4, a glicose é transportada para o interior da célula iniciando uma série de reações que dependem, principalmente, da atividade da enzima PFK (fosfofrutoquinase). O produto destas reações é o ácido pirúvico, que é absorvido pelas mitocôndrias. Quando a capacidade mitocondrial de absorção é saturada o excedente é transformado em ácido lático. O ácido lático é um co-produto da glicólise anaeróbia, e quando se acumula em altos níveis nos músculos e no sangue, produz fadiga muscular.

Efeitos do ácido lático sobre a atividade muscular

Atividade da PFK

Quanto maior a concentração de ácido lático, menor o pH e conseqüentemente, menor a atividade da PFK.

Interferência Neuromuscular

O lactato acumulado invade a fenda sináptica. Esse tipo de fadiga parece ser mais comum nas unidades motoras de contração rápida. A incapacidade da junção neuromuscular em retransmitir os impulsos nervosos para as fibras musculares é devida, provavelmente, a uma menor liberação do transmissor químico ACETILCOLINA por parte das terminações nervosas, devido à acidificação do líquido intersticial e alteração das estruturas protéicas (receptores de acetilcolina) pela ação dos H+.

Interferência Muscular

A acidose altera a permeabilidade do retículo, diminuindo a condutância de Ca++. Há uma menor liberação de Ca++ pelo retículo sarcoplasmático e redução na capacidade de ligação Ca++-troponina, em virtude do aumento na concentração de H+ causada pelo acúmulo de ácido lático.

Efeito Algésico

A acidose estimula as fibras do tipo “C” (lentas) provocando dor do tipo “queimação”.

Via Glicolítica:

É onde a glicose que é proveniente da dieta ou produção endógena é degrada pelo organismo com o principal propósito de liberar energia.Esta via pode funcionar tanto na presença de O2 quanto na sua ausência.

  • Glicolise anaeróbica: é a degradação da glicose sem a necessidade de O2, tendo como produto final o acido lático, esta via é muito mais rápida que a glicolise aeróbica sendo utilizada quando exercícios rigorosos são realizados.
  • Glicolise aeróbica: é a degradação da glicose na presença de O2, tendo como produto final o piruvato que por sua vês é transportado para dentro da mitocôndria para completar sua oxidação ate CO2 e H2, ativando o ciclo de krebs e a cadeia respiratória.

  • A glicose entra na célula para ser degradada graças à ação de hormônio que aumenta a permeabilidade da membrana para permitir a entrada da glicose e é secretado pelo pâncreas este hormônio é a insulina.
  • A enzima marca passo desta via é a FFK (fosfo fruto kinase), a enzima marca passo é sempre a mais lenta dentre todas as outras por isso ela é quem marca o passo das reações.
  • Quando uma molécula de glicose é consumida podemos afirmar que 2 ATPs são consumidos e 40 são com um rendimento de 38 ATPs.
  • Quando uma molécula de glicose é degradada anaerobicamente podemos afirmar que o piruvato se transforma em lactado.

Via de glicogenese:

Glicogenese:

Quando as células, já estão supridas de ATP a glicose ao invés de seguir a via glicolítica ela segue um outro caminho que armazena a glicose na forma de glicogênio que é um polissacarídeo, a esta via chamamos de glicogenese.

  • É importante destacar que os nossos tecidos não são capazes de sintetizar o glicogênio apartir de moléculas de glicose apenas, isso ocorre por que nossas células não estão dotadas de sistemas enzimáticos para isto.Por isto a síntese do glicogênio se faz apartir de resíduos de glicogênio pré-existentes nas células onde as moléculas de glicose se ligam para seu armazenamento.
  • O armazenamento de glicose pode também ser dito como armazenamento de energia.

  • A glicose 1-P, por si não esta suficientemente avivada para se combinar glicosidicamente, para isso devera receber uma carga adicional de energia na forma de UDP que é equivalente ao ATP.
  • Glicogênio sintetase: é a enzima marca passo da glicogenese, fazendo a polimerização, ou seja, faz a ligação do tipo 1,4 entre as moléculas de glicose.

Enzima ramificadora: quebra a lig.1,4 e no lugar faz uma do tipo 1,6.

Via de glicogenolise

È o caminho de volta para a glicogenese, transformando o glicogênio em glicose a medida que a célula necessita de energia para as suas funções.As moléculas de glicose serão liberadas em uma serie de reações denominadas glicogenolise, a glicose liberada ativara a via glicolítica onde ativara o CK e o CR para a produção de energia.

  • Os tecidos hepático e muscular são os de maior importância para o armazenamento de glicogênio, visto que são tecidos responsáveis pela manutenção da glicemia e produção de ATP para contração muscular respectivamente.
  • O processo tem inicio quando a enzima glicogênio-fosforilase (marca-passo) catalisa a quebra das ligações glicosidicas 1,4, quando sobras de 4 resíduos de glicose a reação para, ai entra em ação outra enzima a transferase que faz a transferência dos três resíduos extremos para os extremos de uma cadeia vizinha onde a enzima glicogênio-fosforilase continua a agir.A ultima molécula de glicose ligada por ligação tipo 1,6 é revolvida pela enzima desramificadora.

  • Glicogênio 6 fosfatase : faz a transformação de G6P para glicose.
  • Pode seguir 2 caminhos:

-         Produzindo glicose

-         Via glicolítica

Quem controla a glicemia é o pâncreas endócrino através de dois hormônios a insulina que aumenta a permeabilidade da membrana, permitindo a entrada de glicose para dentro das células o que diminui a glicemia e o hormônio glucagon que aumenta a glicemia.

Via de gliconeogenese:

É uma via que ocorre principalmente no fígado e no rim onde é pouco ativa, onde temos a síntese de glicose apartir de substancias que não sejam carboidratos ,utilizando lipídios, aminoácidos, cetoacidos, alcoolacidos e etc…

  • Esta via é ativada quando ocorrem atividades físicas muito intensas e prolongada e também jejum prolongado.
  • Costuma-se dizer que esta via é a inversão da via glicolítica, começando a partir do piruvato que não volta a ser fosfoenolpiruvato, pois isto é inviável gastando muita energia que não se tem, pois esta via como já dito é ativada principalmente no jejum prolongado então poupar energia é indispensável, utiliza-se então uma via de contorno (confira no mapa metabólico).
  • Piruvato carboxalase: enzima que transforma o piruvato em oxaloacetato.

-         Quando se tem hipoglicemia

-         Quando se tem baixo nível de ATP.

o       Frutose 1,6 difosfatase: enzima marca-passo.

o       São necessárias 2 moléculas de lactado para se formar uma molécula de glicose.

o       Não se tem nem um ATP produzido.

Gastam-se 6 ATPs.

Via das pentoses:

Via das pentoses:

  • Via das pentoses também denominada de desvio da hexose-monofosfato é uma importante via anaeróbica alternativa da utilização da glicose.
  • Esta via não é produtora de ATP, mas sim de NADPH.
  • Esta via é reguladora da glicemia.
  • Esta via exerce duas funções básicas:

-         Produção de pentoses para a biosintese de nucleotídeos.

-         Produção de NADPH, agente redutor utilizado para biosintese de ac.graxos e esteróides (colesterol e seus derivados), bem como para a manutenção da integridade das membranas dos eritrócitos.

o       A via das pentoses é uma via citoplasmática, anaeróbica ocorrendo no fígado, glândulas mamarias, tecido adiposo e nas hemácias.

o       Ocorre em duas etapas: fase oxidativa onde ocorre a produção de pentoses e fase não oxidativa onde ocorre a interconverção de pentoses intermediários da via glicolítica.

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Comentários»

1. juliano - junho 21, 2010

“À medida que aumenta a intensidade do esforço, aumenta a liberação de insulina …” não seria epinefrina??


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